Um diário, de um divorciado, com noticias, pensamentos, reflexões e tudo que você precisa saber de um "louco" e que pode com certeza melhorar a sua vida! Ou não...
Um diário, de um divorciado, com noticias, pensamentos, reflexões e tudo que você precisa saber de um "louco" e que pode com certeza melhorar a sua vida! Ou não...
Falando de Sexo: existe sim vida após uma traição e pode ser boa
11/05/2016- 14h22min
Em vez de ficar sofrendo calada, converse com o parceiro
Foto: Inmagine Free / Divulgação
*Com sete anos de casada, meu marido me traiu, e perdoei. Porém, sinto náuseas toda vez que tenho relação com ele.
*Uma colega do meu marido fez nossa vida virar um inferno. Ele me disse que os dois não foram para cama, mas a beijou várias vezes. Só choro, não consigo mais fazer amor com ele do mesmo jeito. Sinto vontade de acabar com a minha vida.
Querida, sua vida vale muito mais do que um relacionamento. Não é porque uma relação não deu certo que o mundo tem que acabar. É triste, mas o outro não pode ser mais importante do que você, porque não dá para amar pelos dois. Casamentos e namoros são como acordos firmados com a concordância de ambas as partes.
O homem e a mulher têm iguais capacidades de controlar seus desejos se quiserem. Mas enfrentar a infidelidade nunca é fácil, pois entram em jogo questões como autoestima, confiança, cumplicidade e vida sexual.
É possível superar o sofrimento inicial, perdoar e dar continuidade à relação amorosa, mas, dificilmente, as pessoas esquecem.O problema é que a parte traída passa a esconder sentimentos de dúvida, ciúme e um terrível medo de que uma nova traição aconteça no relacionamento.
Diálogo franco
A conversa sempre é o melhor caminho para resolver qualquer crise na vida de um casal. Contudo, não transforme possíveis confissões em motivos de cobrança ou até de vingança. Se seu marido parece arrependido, mas a insegurança ronda sua cabeça, abra o jogo sobre seus sentimentos.
Em vez de se concentrar nos erros, que tal pensar em tudo de positivo do relacionamento de vocês e, assim, seguir em frente?
Os ciúmes são um sentimento que desgasta muito as pessoas e pode destruir até os melhores relacionamentos.
A revista Cosmopolitan partilhou oito conselhos para conseguir controlar os ciúmes e evitar que estes controlem a sua vida e a sua relação.
1. Aceite o facto de que sente ciúmes. Em vez de começar a discutir de forma agresiva quando esta com ciúmes, simplesmente fale calmamente com a outra pessoa sobre o que o preocupa.
2. Tente ver o seu relacionamento de fora. Se fosse um dos seus amigos e lhe contassem o que se passa no seu relacionamento, o que acharia? Ver o relacionamento de fora ajuda a analisar a questão com a cabeça fria e, às vezes, notar algo de que não estava ciente.
3. Concentre-se no que significa estar num relacionamento. O seu parceiro troca distraidamente olhares com alguém? Lembre-se de que todos em algum momento fizemos isso sem sequer notar. A relação que têm tem história e é muito mais profunda do que um segundo de atração nas escadas rolantes, não faça uma tempestade num copo de água, como se costuma dizer.
4. Não faça dramas antes do tempo. Todos os seus piores receios podem ser apenas o resultado de uma imaginação fértil, se não houver uma prova conclusiva de que existe razão lógica para se preocupar.
5. Perceba qual é a verdadeira razão para os seus ciúmes. Às vezes sentimos ciúmes porque estamos zangados com o nosso parceiro por coisas de que não fala e que até não têm nada a ver com o relacionamento.
6. Não tenha reações imediatas quando está com ciúmes. Em vez de começar uma discussão mal sente ciúmes, acalme-se para não explodir e parecer uma pessoa descontrolada à frente dos outros.
7. Não confunda as relações do passado com a atual. É muito ciúmento porque já foi traido ou tem casos de infidelidade na família? Os relacionamentos do passado, bem como as pessoas neles envolvidas, são completamente diferentes do que vive agora, não penalise o relacionamento atual por coisas passadas.
8. Acredite que merece alguém que o ame. Muitas vezes as pessoas com menor autoestima são as mais ciumentas. Não acha que é amado o suficiente e acredita que o seu parceiro pode encontrar alguém melhor a qualquer momento? Não seja injusto consigo próprio, merece alguém que o ame, acredite nisso e comece a fortalecer a sua autoestima.
Este filme, posso dizer que é um filme completo, onde rimos, nos sensibilizamos e emocionamos.
Não é um filme novo, sei que muita gente já assistiu, mas também muita gente que irá adorar este filme!
SINOPSE E DETALHES
Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) tem o sonho de tocar violoncelo profissionalmente. Para tanto se endivida e compra um instrumento, conseguindo emprego em uma orquestra. O pequeno público que comparece às apresentações faz com que a orquestra seja dissolvida. Sem ter como pagar, ele devolve o instrumento e decide morar, com sua esposa Mika (Ryoko Yoshiyuki), em sua cidade natal. Em busca de emprego, ele se candidata a uma vaga bem remunerada sem saber qual será sua função. Após ser contratado, descobre que será assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. De início Daigo tem nojo da situação, mas a aceita devido ao dinheiro. Apesar disto, esconde o novo trabalho da esposa. Aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que tenha uma despedida digna.
A crise estrutural do capital implica na transfiguração do metabolismo social pela imposição, aos sujeitos humanos, da falta de uma vida plena de sentido. Por isso, as divagações quase obsessivas com o problema da morte no capitalismo tardio oculta um problema crucial: a falta do sentido da vida num mundo social desencantando e fetichizado pelos requisitos do trabalho abstrato. Sob o capitalismo tardio imerso na crise estrutural do capital explicita-se com maior candência a dese de sentido da vida que dilacera as individualidades pessoais de classe.
Filmes relacionados: “Beleza America", de Sam Mendes.
Análise do Filme
O filme “A Partida”, de Yojiro Takita, Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2009, nos leva refletir, de modo lírico, sobre a tragica dialética entre Tradição e Modernidade sob as condições da crise estrutural do capital. O interessante é que o diretor Takita discute o tema da Tradição ameaçada e dissolvida pela modernidade do capital através de uma reflexão intensamente lirica - e as vezes bem-humorada - sobre o sentido da morte (e da vida) no mundo moderno (diga-se de passagem, que o tema da Tradição em dissolução é um tema caro ao cinema clássico japonês - vejam, por exemplo, os filmes de Yasujiro Ozu). O filme "A Partida" resgata o valor da Tradição sem ser nostálgico.
Há quase vinte anos o capitalismo japonês está imerso numa crise de desenvolvimento que abre um campo sintomático de morbidez social. O que explica, de certo modo, porque o problema da morte (e do próprio sentido da vida) aparece como sendo, de fato, o problema da crise da sócioreprodutibilidade capitalista sob a crise da modernidade hipertardia emerge neste filme com intensa força narrativa. Aliás, ao tratar da morte e sua significação, o filme resgata o sentido da vida nas condições da crise atual de civilização.
Outro dado interessante é que, no filme, é através da esfera do trabalho que se põe com candência as questões de cunho existencial lastreadas na reflexão lirica sobre o sentido da morte (e da vida). É ao buscar resolver o problema do trabalho - que é hoje, sob a crise do capitalismo global, o problema do desemprego - que ocorre o reencontro do personagem principal, o jovem Daigo Kobayashi, com seu passado originário. Assim, no filme, o trabalho como atividade vital, portanto, se coloca como esfera sociológica fundamental que organiza o sentido da vida e da morte para o personagem principal.
Portanto, no filme "A Partida", temos, por uma lado, (1) a discussão do choque cultural entre tradição e modernidade, exposta, por exemplo, através da reflexão implicita sobre a perda do sentido da morte (e da vida) nas sociedades capitalistas modernas. Por exemplo, o novo trabalho do jovem Daigo opera uma reposição da tradição no interior da modernidade do capital. O ritual da lavagem de defuntos, prática tradicional da sociedade japonesa que sobrevive na atividade profissional de Daigo, contém, de certo modo, uma resignificação da morte. Como observou o sociólogo Max Weber, para o homem moderno, a morte não tem significado. Mas, na verdade, se a morte não tem significado, a própria vida tende a tornar-se, sob as condições da sociedade do estranhamento social, impossibilitada de sentido pleno.
Por outro lado, é interessante observar que (2) a discussão do tema da morte (e sua significação) se dá a partir da problemática do trabalho, elemento detonador da trama narrativa e elo estruturante do salto existencial dado pelo personagem central. Isto é, é o novo emprego e a nova relação que Daigo terá com o trabalho que irá lhe propiciar uma nova percepção do sentido da vida. Assim, o trabalho como atividade vital, torna-se não apenas meio de vida, mas sim a própria vida.
No filme, o diretor Takita sugere o vínculo histórico-ontológico reflexivo, , entre Trabalho e Vida (algo exposto pelo jovem Marx nos "Manuscritos de 1844"). Ora, só o trabalho como atividade humano-genérica é capaz de nos dar uma vida plena de sentido. Um trabalho alienado nos propiciará uma vida alienada. Um trabalho humanizado nos propiciará uma vida plena de sentido, pois o homem não é apenas um ser que dá resposta e um animal que se fez homem através do trabalho (como bservou Lukács), mas é também um ser que tem sede de sentido de vida (como observou Viktor Frankl). Sob o capitalismo industrial, o traço existencial do trabalho como atividade vital se perdeu. A atividade do trabalho - desumanizada pela relação-capital - se interverteu em trabalho alienado ou trabalho abstrato, mero meio de vida que esvazia o sentido da existência humana.
É importante salientar que a nova atividade profissional de Daigo é um trabalho que exige habilidade manual e dominio de um saber-fazer. Não é uma atividade monotona, repetitiva e mecânica no sentido industrial-capitalista. Existe, deste modo, uma identificação entre o trabalhador e o conteúdo de sua atividade profissional.
O tema narrativo é simples: Daigo Kobayashi é um jovem trabalhador músico violoncelista, casado e desempregado, que retorna a sua cidade natal após a sua orquestra ter sido dissolvida. Ele consegue emprego numa pequena empresa de lavagem de defuntos que presta serviço para empresas funerárias. O novo emprego (e trabalho) de Daigo irá lhe propiciar novas percepções sobre si e sobre sua vida passada e presente, inclusive sobre seus sonhos profissionais.
É o mundo do trabalho funerário que irá propiciar a Daigo encontros e desencontros - por exemplo, se desentende com Yoshiki, sua mulher. E, ao mesmo tempo, "reencontra" seu pai récem-falecido - aliás, é um um curioso encontro que se dá no plano imagético - ao cuidar do corpo do falecido pai recompôe a imagem dele em sua memória, tendo, deste modo, uma catarse que preenche lacunas de afetividade que atormetavam no plano inconsciente.
O novo trabalho de Daigo diz respeito a prática de lavar e arrumar os mortos, prática do Japão tradicional que ainda sobrevive em nossos dias. Estamos diante de uma tradição reposta e resignificada na modernidade do capital. Mas hoje, o preparador dos mortos é uma profissão marginal que sofre inúmeros preconceitos. Por isso, Daigo enfrenta rejeição de amigos e da mulher que considera indigna tal profissão.
Através do trabalho de servidor funerário, Daigo adquire outra percepção da vida. O trabalho, como não poderia deixar de ser, impregna sua vida. Na verdade, o trabalho de preparador de mortos implica outro sentido de morte. O simples gesto de preparar corpos pressupõe, por exemplo,a crença no além-mundo, com a partida sendo apenas a passagem para outra vida. Aliá,s otrabalho, nesse caso, é um ritual significativo que implica toda uma cosmovisão tradicional, que a modernidade burguesa, com sua frieza corriqueira, aboliu e desencantou. Não se trata apenas de adequar corpos para a vigília do velório, mas resignificar um corpo sem vida para os entes queridos que ficaram. Assim, o trabalho funerário de Daigo e Ikuei Sasaki, seu patrão, busca dar sentido vital à partida.
Ora, em várias situações, o ritual de preparação dos corpos mortos altera as relações humanas dos entes queridos que ficaram. Deste modo, mais importante do que a simbologia de preparar o morto para a além-vida (como uma leitura convencional poderia fazer), é preparar o morto para resignificar a morte daquele ente querido que partiu, para aqueles que ficaram. Eis o sentido ontológico desta atividade profissional - afirmar a centralidade da vida (e do trabalho como atividade vital) para homens e mulheres vivos. O filme "A Partida", assim, não é um filme que trata de mortos, mas sim, dos vivos.
Portanto, o trabalho do preparador de defuntos no filme é quase que um mediador para novas percepções existenciais, levando alguns clientes a agradecer pelo ritual esclarecedor. O trabalho do ritual desvenda novas percepções não apenas de quem trabalha, mas das famílias do ente falecido.
A pequena empresa de preparador de corpos – pequena empresa com uma secretária e um empregado – presta serviço às grandes empresas funerárias que cuidam do enterro ou cremação do morto. Em torno do morto constitui-se todo um complexo industrial do trabalho funerário, o trabalho da partida.
No decorrer da narrativa, temos um processo de catarse de Daigo Kobayashi. Ele altera sua auto-percepção da vida. É um trajeto duro onde Daigo redimensiona seus valores existenciais. Logo no começo, a propria relação morte e sexo (instinto de morteversus instinto de vida, diria Freud) transparece na cena em que Daigo, apavorado com a primeira preparação – o corpo em decomposição de uma velha – chega em casa transtornado e busca, de imediato, fazer sexo com a esposa. Ao entregar-se ao sexo, Daigo apenas reitera que sexo é vida que busca se afirmar diante do espectro da morte como desefetivação absoluta. Talvez neste intercurso sexual afirmatório, Daigo tenha engravidado Yoshiki.
O filme reúne uma série de metáforas sobre a condição moderna. Primeiro, a narrativa filmica trata de partidas e não apenas de uma só partida (como o titulo em português equivocadamente sugere). Por exemplo, temos não apenas a partida da vida para a morte, mas a partida de pais que abandonam filhos, dissolvendo a família; a partida de instituições tradicionais abandonadas em virtude da voracidade da vida moderna (por exemplo, a casa de banho que será destruida após a morte de sua proprietária). E temos também, neste processo de modernização, a perda de percepções humanas primordiais que marcavam a sociabilidade originária (o avanço da modernidade implicou irremediavelmente a perda de crenças antigas com suas singelas significações). Assim, muitas vezes, no vendaval da modernização, com o avanço do fetichismo da mercadoria, esquecemos o sentido das coisas, como, por exemplo, a significação das forma das pedras que na velha tradição japonesa, transmite modos de sentir e significações humanas candentes (aliás, como salientou Adorno, a luta contra o fetichismo é a luta contra o esquecimento). Portanto, o filme "A Partida" nos diz que o processo de constituição da modernidade burguesa implica a constituição de um metabolismo social de partidas e danos, com toda dor e sofrimento que isto possa acarretar para as individualidades humano-pessoais.
Por outro lado, ao mesmo tempo, o filme ressignifica as partidas, fazendo vê-las de outra forma (como o ato de preparação dos corpos ou como o personagem vê a figura do pai após reencontra-lo, morto e preparar o corpo dele). Enfim, não podemos impedir as partidas, mas podemos resignifica-las, dar a elas outro sentido imanente capaz de nos fazer dar um novo sentido à vida - eis a verdade ontológica do filme. O filme de Yojiro Takita trata do sentido da vida através da resignificação das partidas.
Um dado interessante: o filme "A Partida" sugere que o problema do sentido da vida - ou melhor, o problema de uma vida plena de sentido - é o verdadeiro problema do capitalismo tardio. Na verdade, eis precisamente o problema do estranhamento (na ótica de Georg Lukács). É a falta de uma vida plena de sentido no mundo manipulado do capital que têm levado as individualidades pessoais de classes a adoecerem - fisico e mentalmente. No mundo da depressão e stress, o fascinio (ou preocupação) com a morte é mero sintoma da desefetivação humano-genérica que caracteriza a sociedade do trabalho alienado.
Entretanto, no filme, as saídas propostas são meramente individuais, como não poderia deixar de ser. That's Hollywood. A resignificação da vida se dá através do resgate (e reposição) dos lastros tradicionais no interior da própria modernidade do capital - isto é, como temos que nos resignar com a irremediavel modernização burguesa, devemos, pelo menos, encontrar - no plano pessoal - um lugar para a tradição no espaço da modernidade desencantada. A dialética Tradição vs. Modernidade é uma dialética sem síntese. Eis a ideologia do filme! Assim, a vida (de Daigo) é ressignificada repondo a tradição num nicho específico da sua existência e não levando-o a se comprometer com uma ideologia politico-coletiva capaz de afirmar uma utopia concreta para além da modernidade burguesa, modernidade do capital que, como sistema automático, dilacerou objetivamente os laços comunitários originários. Enfim, diriamos, é uma saída meramente reformista - não escapista, mas sim reformista - cujo único mérito é expor a problemática candente de nosso tempo.
A modernização implica assim, a perda de significações humanas dadas aos elementos do mundo natural. O homem tradicional dava significados à natureza originária, antropomorfizando-a. Ele humanizava o mundo natural. No filme temos alguns exemplos deste "fetichismo natural" ou antropomorfismo primitivo que ainda sobrevive em algumas práticas cotidianas das sociedades modernas. Por exemplo, no filme, faz-se referência a uma velha tradição japonesa em que as pedras podiam ser utilizadas como "cartas", e expressavam, através de suas formas naturais, candentes significações humanas. Ou ainda. numa cena do filme, os peixes que nadavam contra a corrente e morriam logo que alcançavam seu objetivo, expressavam, com sua ação, uma mensagem de vida para os homens. Enfim, o mundo natural da comunidade originária organizada em torno da tradição, era um mundo social prenhe de subjetividade coletiva. A dimensão humana estava em cada traço da natureza que se impunha a cada um de nós. É ofetichismo primordial da natureza que não se compara hoje, por exemplo, com o fetichismo da mercadoria que iria marcar a modernidade histórica do capital. No mundo das mercadorias, a humanização das coisas se interverteu em coisficação dos homens.
Ao invés do antropomorfismo primitivo, onde o homem se afirma através da sua capacidade em atribuir significados simbólicos ao mundo natural. o fetichismo da mercadoria tende a negar a dimensão do humano ao ocultar o trabalho humano que está contida nos produtos-mercadorias. Mais uma vez, o filme "A Partida" recupera o sentido do humano no mundo fetichizado do capital, um sentido do humano que se resgata, resignificando, inclusive um fato biológico, que é a morte. Por exemplo, qual o sentido de preparar um corpo que logo será incinerado, senão promover através do trabalho de preparação, uma catarse para aqueles entes queridos que presencial a partida do morto. Os mortos estão mortos. O que interessa são os vivos.
Aliás, pode-se dizer, a partir do filme, que a partida - nesse caso - ocorre não no ato da morte propriamente dita, mas sim, aos poucos. A partida é um processo simbólico de perdas e danos, lembrança e resignificação. Como já salientamos, no filme, o processo de preparação do morto, é, na verdade, um processo de resignificação para os entes queridos do verdadeiro sentido da vida. Naquele ritual fúnebre explicita-se a última mensagem daquele ente querido que partiu. É a última mensagem do morto elaborada (ou mediada) pelo trabalho dos agentes funerários. Os mortos, é claro, estão reduzidos ao mundo inorgânico, tal como, por exemplo, uma pedra. A morte é um singelo fato biológico. Entretanto, como na antiga tradição japonesa (que resignifica as pedras), os mortos podem expressar, através do trabalho do ritual fúnebre (o processo do velório e da preparação do defunto), algo de valor para os entes queridos vivos.
O titulo do filme no Brasil – “A Partida” – é diferente do titulo em inglês – Departures (Partidas). O correto seria dizer "Partidas" e não "Partida". No original em japones, o título do filme é "Okuribito", que quer dizer Okuri = levar; Bito = pessoa. Assim,Okuribito é uma pessoa que leva outra a algum lugar. Daigo e seu patrão - que lhe ensinou a arte da preparação dos mortos - é esta pessoa que leva outra a algum lugar: o lugar dos mortos.
O diretor Yojiro Takita fez excelentes utilizações do convencionalismo de Hollywood. O filme é deveras cativante e emocionante, usando com notável habilidade o poder das imagens – fotografias e trilha musical – que envolvem com maestria o público. Além disso, o excelente desempenho dos atores e a qualidade do roteiro contribuem para o resultado final: tratar com lirismo e senso de humor um tema aparentemente tão mórbido.
4 SINAIS DE QUE VOCÊ ESTÁ EM UM RELACIONAMENTO EGOÍSTA
3/5/2016 às 16h25 - entretenimento.r7
seu parceiro está sempre te irritando e menosprezando
Há diferença entre alguém te motivando a alcançar seus objetivos e fazendo você se sentir inútil. Uma pessoa egoísta nunca vai levar as suas necessidades em consideração. Ela vai fazer todo o possível para fazer você se sentir inútil para que as nunca seja responsabilizado. Se você está dando e nunca recebendo, este é o desequilíbrio de um relacionamento egoísta. Uma relação que unilateral não pode prosperar.
2.O seu parceiro acredita que o que ele faz é mais importante.
Pessoas egoístas não desperdiçam suas energias considerando as necessidades dos outros, mesmo dos seus parceiros. Eles querem o que querem e acreditam que eles têm o direito de colocar-se em primeiro lugar. Há uma diferença entre amor-próprio e ser egoísmo. Este comportamento é uma forma de traição. Você deve mostrar o seu merecimento e amor, a fim de combater qualquer comportamento egoísta em um relacionamento. Um comportamento egoísta repetitivamente presente é emocionalmente desgastante e tóxico.3.O seu parceiro é competitivo e inseguro
Uma pessoa que está sempre tentando enganar ou ser melhor do que o seu parceiro é insegura com um grau severo de egoísmo. Se o seu parceiro tem inveja de você é porque você tem algo que ele não tem, e ele sabe disso.
4.O seu parceiro não se desculpa
Este é um grande problema! Se o seu parceiro não pode dizer “eu sinto muito” quando fez algo ofensivo ou prejudicial, é um sinal de que pode sofrer de um distúrbio narcisista. Os valores morais não existem neste distúrbio psicológico. O narcisista não conhece ressentimento ou irregularidade. É tudo sobre ele. Uma alma egoísta em um relacionamento diminui a capacidade de amar plenamente com alegria. Se o seu parceiro é impulsionado por uma natureza egoísta, nunca lamenta qualquer coisa, você tem uma alma egoísta em sua presença.
Nenhum relacionamento é perfeito, mas quando não há nenhuma consideração, respeito ou confiança, pode se tornar uma parceria abusiva. Você é a única pessoa que pode decifrar se um pouco de egoísmo é bom, ou se faz fronteira com o narcisismo. O amor-próprio e auto-estima existem em relacionamentos amorosos e saudáveis.
Foi publicado no The Guardian. O título era “Como fazer sexo com a mesma pessoa pelo resto da sua vida“. O texto me lembrou aquele típico fulano sentado ao bar do hotel, dizendo à moça que ele e sua esposa se afastaram, que nem se falam mais, que a chama da paixão se apagou – e depois perguntando se ela não gostaria de tomar o próximo drink no seu quarto.
O artigo, supõe-se, devia responder a um questionamento muito caro aos leitores. O autor anônimo colocava tudo como um desafio: para ele, o maior obstáculo para o sexo dentro de um relacionamento longo é que os parceiros estão buscando duas coisas opostas: estabilidade, mas também fogo, paixão; segurança, mas também risco; confiança, mas também novidade. “Se você tem uma coisa, não pode ter a outra”, afirmava o anônimo escritor, acrescentando que “a responsabilidade mata o desejo sexual”.
Aquele artigo foi o mais lido no site do jornal no dia em que foi publicado. Aparentemente, havia muitas pessoas à procura de uma resposta.
A resposta
Caso você seja uma dessas pessoas, a resposta sugerida era a seguinte: “tente guardar certa distância”. A única dica prática do autor foi a de fazer sexo no local de trabalho do parceiro e dormir em quartos separados.
O escritor anônimo baseou os seus argumentos na masturbação, que, segundo ele, consiste fundamentalmente em “fazer sexo com a mesma pessoa durante a vida toda”, mas sem se entediar. Por quê? Porque a masturbação envolveria segurança, envolveria a possibilidade de uma verdadeira dissonância entre o “eu erótico” e o “eu da vida real”. O “eu erótico” não tem lugar na vida cotidiana – e é essa distância o que garante a manutenção da “carga erótica” entre duas pessoas.
O autor também observa que muita gente se diz mais atraída pelo parceiro quando os dois estão longe um do outro, “porque a antecipação é um poderoso afrodisíaco e a distância favorece a imaginação erótica, que leva à fantasia”. O escritor parece acreditar que a “carga erótica” perdida depende da criação de fantasias sobre o parceiro, as quais vão sustentar o “tu erótico” e vão criar os necessários “fogo, paixão, risco, perigo, novidade”. Os parceiros não podem estimular a “carga erótica” se estão junto há muito tempo.
Para sermos honestos, devemos reconhecer que o autor também sugere “passar mais tempo de qualidade juntos para manter a ligação”, e, no final do artigo, convida os leitores a abandonarem “o mito da espontaneidade”, porque “o sexo envolvente é intencional, premeditado, concentrado e presente”. O conjunto do artigo é mais sensível que os seus pontos particulares.
“O sexo se tornará chato”?
Eu não consigo entender a ideia de que o sexo com uma parceira única ou parceiro único tenha que se tornar chato. Entendo que se possa querer mais sexo, ou relações sexuais com mais pessoas, ou mais formas de acrobacias sexuais, porque os seres humanos lascivos querem todos os tipos de coisas, mas achar que o sexo seja “chato”, sinceramente, não.
Para o autor e seu público-alvo, o sexo prazeroso, nunca chato e sempre excitante, exigiria distância, exigiria a ilusão de que o parceiro de longa data é um “novo amante”. O seu parceiro pode compartilhar a sua cama, o seu banheiro e a sua conta bancária, mas você tem que senti-lo como se fosse uma pessoa a quem acabou de conhecer num bar.
A minha reação diante disso é declarar que essas pessoas precisam de ajuda.
Talvez haja quem realmente precise de uma resposta para esta pergunta. Talvez elas tenham sido tão machucadas que a intimidade as assuste e a mudança as faça imaginar que estão mais seguras. A pornografia, da qual tanto se faz uso, pode transferir o desejo sexual das pessoas para os objetos. A promiscuidade pode criar uma necessidade de variedade e a “excitação da caçada”. As pessoas podem se acostumar, e até se tornar dependentes, de “fogo, paixão, risco, perigo, novidade”.
Talvez o autor esteja seguindo a pista certa. Concordamos que o risco e a novidade são estimulantes eróticos. Mas e os benefícios sexuais da familiaridade e do comprometimento, do orgulho pelos frutos de uma vida compartilhada? Ele os ignora completamente. E o risco do matrimônio?
Quem se casou – com a consciência séria do que é o matrimônio – assumiu o altíssimo risco de apostar a própria vida em uma pessoa! Essa pessoa pode magoar, pode trair, pode ir embora. Essa pessoa pode ficar doente – de corpo ou de mente. Essa pessoa pode morrer. E você pode estar no lugar dela em todos esses casos: para ela, afinal, existe o mesmo risco. Vocês podem se tornar estranhos que vivem sob o mesmo teto. Se vocês ainda não se magoaram, vão se magoar alguma hora – e vai doer de morte.
Então vocês queriam risco, perigo? Pois estejam servidos. Na relação de longa data e de fidelidade mútua existem muito mais riscos e perigos do que o autor anônimo do The Guardian deu a entender. E quem faz a arriscadíssima aliança de felicidade mútua com outra pessoa pode manter com ela a chama acesa, também sexualmente, pelo resto da vida.
No quadro Ecos do Pensamento da sexta-feira (29) a integrante da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio, Simone Roithstein, traçou um paralelo entre as fases do enamoramento e as ferramentas atuais de comunicação, em especial as redes sociais.
Tem a fase Facebook, a fase WhatsApp, depois vem o e-mail, o Tinder. Aplicativos e redes que são uma parte significante da construção dos relacionamentos de hoje.
No Facebook, a imagem é predominante e querem mostrar o seu melhor. "É muito comum ver no Facebook a imagem encantada, algo como se a pessoa quisesse parecer encantadora. Tem também essa de ficar fuxicando e buscar elos que é uma característica inicial de uma relação amorosa", comentou Simone.
Para ouvir a entrevista na íntegra, clique no player acima.
O Ecos da Terra - Gênero e Sustentabilidade vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 10h às 11h, na Rádio MEC AM do Rio de Janeiro - 800 kHz com apresentação de Denise Viola. Participe do programa ao vivo pelo telefone (21) 2117-6922 ou mande mensagem através do Whatsapp (21) 99864-0238.
Mulheres traídas pelos parceiros se saem melhor no final do relacionamento, diz estudo
Ainda que a dor do início seja grande, pesquisadores chegaram à conclusão de que, a longo prazo, elas conseguem fazer melhores escolhas Publicado Sexta-Feira, 29 de Abril de 2016, às 14:41 | TALITHA PARLAGRECO-DAQUIDALI
Existem inúmeras razões pelas quais um relacionamento acaba. Possivelmente a que causa mais dor é a TRAIÇÃO.
E são várias as maneiras de lidar com ela, desde SE AFUNDAR NUM POTE DE SORVETE até fazer o maior escândalo a respeito – afinal, o sentimento, para muitas que passam por isso, é de FRUSTRAÇÃO e profunda tristeza. Porém, pesquisadores da Binghamton University, em Nova York, juntamente com os da University College London, de Londres, descobriram que asMULHERES TRAÍDAS SÃO AS QUE SAEM “VENCEDORAS” depois do final da relação.
ESTUDO MOSTRA QUE “A OUTRA”, QUE FICOU COM O SEU PRETENDENTE, SE SAI PIOR EM LONGO PRAZO. FOTO: THINKSTOCK
Essa conclusão veio de um estudo, que sugere que quem dá um “chega pra lá” no parceiro por conta da infidelidade se sai muito melhor porque a experiência ensina como SE ADAPTAR AO TÉRMINO e FAZER MELHORES ESCOLHAS NO FUTURO.
Na pesquisa, foram analisadas anonimamente de modo online em torno de 5.705 pessoas – dentre várias faixas etárias e residentes de 96 países. Com os dados obtidos, foi possível constatar todos os tipos de EMOÇÕES VIVIDAS EM FUNÇÃO DE UM ADULTÉRIO: primeiro, raiva; depois, ódio, tristeza e, inclusive, perseguição furiosa (o famoso “STALKING”, em inglês) nas redes sociais, especialmente por meio do FACEBOOK.
Em longo prazo, a tese mostra que a mulher que perdeu seu parceiro para outra despontará com MAIOR INTELIGÊNCIA EMOCIONAL nesse ponto, e terá a capacidade de detectar sinais de falsidade e hipocrisia nos próximos candidatos – ou seja, seu RADAR DE CAFAJESTICEfeminino ficará muito mais apurado.
DEVIDO À EXPERIÊNCIA DA TRAIÇÃO, MULHERES AUMENTAM CAPACIDADE DE ESCOLHER MELHORES CANDIDATOS NO FUTURO. FOTO: THINKSTOCK
As conclusões mostraram, ainda, que os efeitos da competição pelo sexo oposto (principalmente entre o público feminino) podem ser tanto uma questão de adaptação à evolução quanto um aspecto vantajoso em termos de crescimento pessoal, que impacta em outros campos do desenvolvimento humano.
Esse foi o primeiro estudo focado no período pós-término, considerando o tempo transcorrido. Agora, o time das duas universidades irá mais a fundo, a fim de decifrar tudo o que envolve o intrincado processo de construção dos vínculos amorosos. Eles esperam investigar candidatos cujos históricos de dissoluções românticas sejam diferentes, assim como a trajetória de vida e os tipos de casais configurados. Resta saber o que resultará disso tudo e tudo o que ainda vamos aprender sobre relacionamentos.
Filme sobre Nise da Silveira faz imaginar nossos políticos numa oficina de pintura
COLUNA - Arnaldo Bloch
Além de não ser um país sério (a frase, atribuída a Charles de Gaulle, na verdade foi do embaixador na França, Carlos Alves de Souza), o Brasil não é, definitivamente, um país normal, na medida em que se possa aspirar à normalidade.
Não ser sério nem ser normal podem ser qualidades ou desvantagens. A falta de seriedade produz humor, espírito crítico, jogo de cintura, índole festiva, nas áreas em que a informalidade é um dom positivo. Já na esfera onde é preciso se valer da disciplina pelo bem coletivo, não ser sério produz o caos, o cinismo e a incapacidade de reconhecer o outro.
Não ser normal (sempre entre aspas), num viés positivo, ajuda a enxergar a diferença e a variedade de comportamentos como partes de uma cadeia criativa, na qual a inclusão da psicose no rol de discursos e narrativas produz riqueza humana e modelos não hierarquizados que divergem de padrões rígidos, estanques, desumanos. Por outro lado, quando a loucura passa não só a permear, mas a conduzir as esferas dos poderes, disfarçada em “normalidade institucional”, a sociedade como um todo corre o risco de se perder.
Assistir a “Nise, o coração da loucura”, o belo filme de Roberto Berliner sobre a vida e o trabalho da psiquiatra Nise da Silveira (Glória Pires) junto a um grupo de esquizofrênicos (grande elenco) num manicômio no Engenho de Dentro, faz pensar em como se beneficiariam nossos políticos e nossos juízes de uma oficina de pintura num galpão de fundos de um hospital psiquiátrico.
Nadando contra a corrente da época, que buscava a cura de psicoses com eletrochoques e lobotomias, Nise, nos anos 1940/50, conseguiu melhorar a vida de vários internos ao entregar-lhes pincéis, tintas e telas. À medida que o inconsciente começa a atuar numa superfície de expressão legítima, emergem padrões simbólicos que, atados à singularidade do conflito de cada paciente, vão se convertendo em arte, sem qualquer tipo de indução temática. A história de Nise, e do conjunto de quadros e esculturas que resultou da experiência (acervo valioso), é hoje considerada um caso exemplar e único nas artes.
Faz pensar em como a cena nacional de hoje parece um manicômio amplificado por plenários, tribunas e tribunais. Quem em sã consciência olha para Cunha, Dilma, Temer, Aécio, Lula, Gilmar e enxerga um conjunto de indivíduos equilibrados, coerentes, sinceros e cuja atuação e discurso os situem dentro da realidade? São figuras movidas por forças contraditórias, impulsos ora destrutivos, ora de redenção, todo tipo de fabulações, delírios conspiratórios e conspirações. Nada que se assemelhe a alguma forma de construção, planejamento, união pelo bem comum, nada que não seja sua ciclotimia, seu autismo, sua conversa com as próprias entranhas.
Imaginemos nossos políticos e alguns magistrados retirados por uns seis meses de suas funções e seus afazeres e levados a uma sala com um pátio contíguo no Engenho de Dentro para dedicar-se apenas à pintura, a exercitar sua criatividade em superfícies brancas ou fazendo modelagens em barro, explorando seus impulsos mais profundos, externando seus ódios e suas paixões, resgatando seus traumas. Com certeza, o conteúdo que de lá resultasse seria algo muito mais interessante, rico e construtivo do que temos ouvido ultimamente. Num galpão maior, do tamanho do gramado do Maracanã, poder-se-iam internar uns 3/4 do Congresso Nacional, a julgar pelo insano espetáculo que se viu no dia da votação da abertura do processo de impeachment. Conduzida por tais representantes, que lá estão por vontade soberana do povo, a sociedade acaba reverberando a doença do andar de cima. No Brasil de hoje, em lugar de políticas públicas, o grande debate é uma guerra semântica em torno da palavra golpe. O caráter esquizoide emerge claramente deste debate.
Por um lado, uma narrativa procura caracterizar o processo como um golpe na acepção de ruptura ilegal, com supressão do estado de direito, deposição através do uso da força, o que, obviamente, é uma impostura, tanto que de uma mesma voz há uma versão “de estadista” e uma versão “de governante”.
Por outro lado, o pânico diante da pronúncia da palavra golpe impede um outro espectro de enxergar que, em acepção diversa, está em curso, sim, um golpe político, como qualquer golpe (um golpe pode se realizar dentro da legalidade), gestado durante um ano e meio numa união oportunista de forças partidárias com estratos muito específicos da sociedade. E usando a Constituição para, aproveitando-se da crise econômica e dos erros, da inépcia e da impopularidade da governante, defenestrá-la de forma regimental.
O intuito é levar ao poder um grupo que, em geral, está na mira de todo o tipo de processo e de suspeição, a começar pelo grande condutor, plausível sociopata. O próprio substituto virtual, conspirador empenhado, é citado em delações e tem uma popularidade ainda mais baixa que a da titular.
O nome disso é loucura institucional. Haja arte e criatividade para curá-la.
Pergunte ao Doutor: Por que é tão difícil terminar um relacionamento?
Jane Tibincoski29/04/16 às 13:28h
Você percebeu que seu relacionamento acabou que não existe mais amor e cumplicidade entre vocês. Ainda assim você não consegue colocar um ponto final na relação. Os motivos, de acordo com a psicóloga Sabrina Filipi de Faria, em entrevista ao programa Difusora Mulher, na manhã desta sexta-feira, dia 29, são os mais diversos, porém alguns são bem comuns neste tipo de situação: o comodismo, a família do parceiro ou parceira, pena, questões financeiras e principalmente os filhos.
Ainda segundo a psicóloga geralmente quem acaba buscando ajuda e colocando fim no relacionamento é a mulher.
Excesso de sinceridade na relação amorosa pode gerar ciúme à toa
Copyright foto: iStock
Falar sobre o ex causar ciúme desnecessário.
Uma inocente pergunta do tipo ‘quem foi seu melhor parceiro sexual?', se respondida com sinceridade, pode virar uma sombra eterna do ex na vida de um casal. Contar as experiências amorosas anteriores ao parceiro atual é uma das mais comuns causas do ciúme entre casais e deve ser evitada, recomendam especialistas.
Principalmente porque as experiências anteriores, embora continuem guardadas em nossa memória, nem sempre seriam tão prazerosas se acontecessem no aqui e agora.
"A sexualidade humana deve ser avaliada através da antroposofia, que observa os estímulos físicos, psíquicos e espirituais. Isso quer dizer que não existe uma receita de bolo. Através do parceiro e da vivência do momento é que se alcança o prazer", orienta Marino Pravatto, ginecologista e especialista em sexualidade.
A tese do médico reforça o quão sem sentido pode ser discutir sobre a performance sexual do ex com o parceiro atual. Foi o caso da produtora de moda Laís Ferreira (o nome foi trocado por pedido de sigilo). Quando se casou, Laís tinha certeza que seu ex-namorado, do qual o marido morria de ciúme, era o melhor homem com quem ela já tinha ido para a cama.
Ciúme desnecessário
Quando Laís se divorciou, a primeira coisa que fez foi procurar o ex bom de cama. "Fizemos sexo e fiquei bem desapontada. Aquilo que eu gostava ficou lá atrás, perdido no tempo. Depois de 10 anos, eu era outra mulher e, naturalmente, eu não iria apreciar as mesmas coisas. Cultivei um ciúme desnecessário em meu relacionamento. E me arrependo", conta a produtora de moda.
Pode parecer meio incoerente que alguém sinta ciúme de um passado, afinal, em geral todos temos outras experiências anteriores. Para a coaching de relacionamento Madalena Feliciano esta espécie de ‘ciúme retroativo’ acontece por um motivo muito simples: ninguém gosta de ser comparado.
“É deselegante falar de outros parceiros com entusiasmo para o parceiro atual”, resume Madalena. Para a especialistas, a amizade entre o casal deve existir, mas isso não deve ser confundido com enxergar o parceiro como um confidente das aventuras sexuais. “Eu sempre indico o execício de se colocar no lugar do outro”, completa a coaching.
Mesmo assim, as pessoas são diferentes e os motivos de ciúme variam para cada um. E em se tratando de sexo, as inseguranças são ainda mais variáveis. Portanto, deve-se evitar trazer a performance do ex para a cama do casal atual.
”Há pessoas que não vão se importar em saber das experiências anteriores do parceiro. Outros não podem nem ouvir o nome do ex. É preciso respeitar as individualidades se o casal quer viver longe do ciúme e das brigas”, recomenda a psicóloga Helena Monteiro.